De Solidão vestida


São trapos rasgados

Rotos, mal amanhados
Que nada me dizem
Mas que me envolvem
A alma e o coração
Numa teia de solidão

São trapos perdidos
E mal urdidos
Para tentar tapar
O vazio que há-de teimar
Por entre um silêncio
Que não se deixa calar
Nem à faca cortar

E são tantos os trapos 
E mil, os farrapos
Que sem perdão
Me vestem de solidão

Comentários

  1. Obrigada Olga!
    Beijinho e um dia feliz também para ti, querida!

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  2. São lindas as palavras, que a vestem de solidão, espero que lhe deem animação.
    Boa semana, Ana!

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  3. Fiquei comovida ao ler tão bonito poema.
    Beijinhos Ana

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  4. Bom saber! Vindo de quem escreve como tu, é um elogio que não sei se mereço... obrigada querida Romi!

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  5. Ohhh! Muito obrigada querida Manu!

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  6. Muito obrigada pela generosidade do seu comentário!
    Uma boa semana também para si!

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  7. Os trapos da Vida, mesmo que farrapos, se coloridos, de cores garridas, tornam mais alegres e festivas, todas e quaisquer Vidas! Felicitações!

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  8. Obrigada Francisco!
    Dia feliz!

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  9. A solidão é também um momento de vida...

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