Xeque-Mate


No xadrez, como na vida 
Quando começa uma partida
Há que estar de olhos no tabuleiro
Atento, ao jogo do parceiro
Para, a cada jogada, bem analisar
Tudo o que pode causar

Depois de feita
A jogada, não pode ser desfeita
E um movimento sem pensar
Tanto pode sacrificar

Não importa o tempo
Se é decisivo, cada movimento
E apesar da pressão
É preciso jogar com a razão

Às vezes, jogar à defesa
Pode ser estratégia e destreza
Mas a guerra não se pode vencer
Se apenas se defender

Outras julga-se tudo perdido
Mas a vida é um jogo aguerrido
E por mais amarrados que seus pés e mãos pareçam estar
Não se pode vacilar

Não é difícil aprender a jogar
Cada jogo tem tanto para ensinar
E quanto mais viver
Mais se pode aprender

E quando o jogo dominar
É tempo de outros ensinar
Sem nunca os subestimar
Pois podem ter muito para partilhar


Participação no Desafio de Escrita do Triptofano a quem agradeço a iniciativa.


Também participam neste desafio: 

Ana de Deus, busy as a bee on a rainy day
Bii Yue, because your smile make me live
Bruno, as crónicas da vítima
Cristina Aveiro, contos por contar
Marta - o meu canto
Maria Araújo, cantinho da casa
Maria, abrigo das letras
Triptofano

Comentários

  1. Excelente analogia. Gosto dessa visão do xadrez. Um feliz dia. Beijinhos

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  2. Muito obrigada João!
    Feliz dia!

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  3. Excelente, Querida Ana
    Tens o dom de pegar num tema e nos encantar com a tua escrita

    Beijinhos
    Feliz Dia

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  4. Muito obrigada pela generosidade das tuas palavras, querida Luísa!
    És um doce e sempre motivadora!
    Beijinhos e um feliz dia!

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  5. Muito obrigada Cristina!
    Beijinhos e um feliz dia!

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  6. Tinha lido este lindo poema e quase jurava a mim mesma que tinha comentado.

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  7. Boa noite Maria. Eu tenho todos os comentários aprovados. Lamento se houve alguma falha.
    Muito obrigada pelo interesse e comentário.

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